Entenda como o excesso de chuvas afeta o trabalho do Saae

22 de janeiro de 2023

Alteração da água bruta captada nos mananciais, quedas de energia e equipamentos danificados ocasionam paralisações emergenciais

Se por um lado a estiagem causa falta de água, por outro, o excesso de chuvas afeta o abastecimento. Neste domingo (22), por exemplo, o abastecimento na região do bairro Chapada, em Itabira, foi prejudicado devido a problemas na captação de água na Estação de Tratamento de Água (ETA).


Após fortes chuvas, as águas dos mananciais chegaram turvas à ETA, devido ao carregamento dos sedimentos das margens pela enxurrada. Quando isso acontece, de imediato, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) inicia manobras para evitar o desabastecimento na região afetada. 


Para assegurar que a população receba a água tratada dentro dos padrões de qualidade exigidos por lei, o procedimento recomendado diante desse cenário é reduzir a vazão de água que entra nas estações ou suspender o processo de captação temporariamente.


Em Itabira, assim como em todo o Sudeste, o período mais chuvoso do ano vai de novembro a janeiro. Na primeira quinzena deste mês, Itabira teve média de 1.439 mm de chuva. Os dados são do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). 


Além da alteração da qualidade da água dos rios, que inviabiliza os processos de tratamento, o grande volume de chuvas contribui para quedas de energia e equipamentos danificados, resultando em paralisações emergenciais no sistema de abastecimento. O transtorno causado pela falta de energia é sentido principalmente nos distritos de Senhora do Carmo e Ipoema. 


Ainda em janeiro, o Saae registrou outras situações em decorrência do excesso de chuvas: problemas na captação da água na ETA Pureza, rompimento de abastecimento nos bairros Barro Branco e Boa Esperança; rompimento do poço do Areão.


O diretor técnico-operacional do Saae Itabira, Júlio Ismael de Assis Saldanha, explica que os sistemas de abastecimento não são mensurados para suportar as situações decorrentes dos excessos da estação chuvosa. No entanto, a autarquia se desdobra para manter o abastecimento para os itabiranos nessa época do ano.


Durante o período de chuvas intensas, cresce também os casos de transbordamento de esgoto. Embora não estejam visíveis nas ruas, a rede de drenagem pluvial e a rede de esgoto têm papel fundamental na manutenção da infraestrutura de uma cidade. Identificar a diferença é fundamental para garantir a boa utilização de ambas. 


“Nesta época de chuvas intensas, os transbordamentos se agravam devido à existência de redes pluviais conectadas de maneira irregular no sistema de esgoto. Quando a água da chuva também passa pela rede de esgoto, o sistema fica sobrecarregado, uma vez que não foi criado para essa finalidade. É necessário que todas as residências tenham os dois sistemas separados”, comentou Júlio Ismael Saldanha.


Compartilhe nas redes sociais

Por Priscila Porto 1 de abril de 2026
A manutenção executada pela mineradora Vale, que ocorre no Sistema Rio de Peixe, pode impactar no fornecimento de água em alguns bairros da cidade
25 de março de 2026
O primeiro dia do evento reuniu autoridades nacionais, especialistas e gestores públicos, para debates com foco nos desafios atuais do saneamento no Brasil Começou nesta terça-feira (24), o 10º Congresso Mineiro de Saneamento, com o tema: Saneamento em Transformação: Inovação, Gestão e Sustentabilidade. A abertura do evento reuniu autoridades nacionais, especialistas, gestores públicos e profissionais do setor para discutir os principais desafios e soluções para o saneamento em Minas Gerais e no país. O evento é uma iniciativa da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae) – Regional Minas Gerais, com o apoio da Prefeitura de Itabira e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). A programação do primeiro dia foi marcada por debates técnicos, palestras e mesas-redondas que abordaram temas como a universalização dos serviços, regionalização, mudanças climáticas, novas tecnologias e o saneamento básico como um fator determinante para o desenvolvimento econômico dos municípios. A solenidade de abertura contou com a presença de representantes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), da Agência Nacional das Águas (ANA), do Governo Federal, dirigentes de autarquias municipais, além do prefeito de Itabira e presidente da AMIG, Marco Antônio Lage, e do diretor-presidente do Saae, Valdeci Luiz Fernandes Júnior. Durante o evento, o diretor-presidente do Saae Itabira, destacou a importância de sediar um congresso desse porte no município para reforçar a troca de experiências entre as cidades participantes. “Com este congresso, Itabira se consolida como referência estadual no setor de saneamento e começa a ultrapassar fronteiras. Temos participado ativamente de debates estratégicos que envolvem desde a politica tarifária até a captação de água e a gestão dos recursos hídricos. Essas discussões projetam o município para o cenário nacional”, explicou o diretor-presidente do Saae. Já o presidente da Assemae Regional Minas Gerais, Lucas José de Oliveira, ressaltou que o congresso representa um momento de união entre os municípios e de compartilhar conhecimentos. “Este é um momento de reencontro do saneamento municipal, de união entre as cidades e de troca de experiências. Temos aqui representantes de órgãos nacionais, especialistas e empresas trazendo novas tecnologias que podem ser aplicadas no saneamento. Itabira foi escolhida para sediar esse encontro, e isso mostra a importância do município no cenário estadual”, afirmou. Na parte da manhã a programação contou com mesa-redonda sobre os desafios para a universalização do saneamento básico, com a participação de representantes da Assemae regional e nacional, Funasa e Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. Também foram discutidos temas como a regionalização do saneamento em Minas Gerais e o papel da gestão municipal na garantia dos serviços de saneamento básico. O período da tarde, as discussões abordaram o impacto das mudanças climáticas na disponibilidade hídrica no país, o uso de tecnologias para monitoramento e operação de sistemas de água e esgoto, além dos desafios enfrentados pelos municípios mineiros na prestação dos serviços. O prefeito de Itabira e presidente da Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG) Brasil, Marco Antônio Lage, encerrou a programação do dia com a palestra: “Saneamento como base para a diversificação econômica em cidades mineradoras”, destacando a importância dos investimentos em infraestrutura para garantir o desenvolvimento sustentável. “Agua é o alicerce. Saneamento é o caminho. Diversificação é o destino”, finalizou. O congresso segue até quinta-feira (26), com uma programação técnica, feira de tecnologia. Palestras com especialistas de todo o país e uma visita guiada à Estação de Tratamento de Água (ETA) Rio Tanque. Uma unidade inovadora em construção e que garantirá o futuro hídrico de Itabira. A expetativa é que o evento reúna em três dias cerca de 280 participantes para debater sobre inovação, sustentabilidade do setor e gestão eficiente.
23 de março de 2026
- Assistente Administrativo - Assistente de Operações – Laboratorista, - Assistente de Operações – Operador de Estação de Tratamento (ETA e ETE) - Assistente Técnico – Técnico em Química - Assistente Técnico – Técnico em Saneamento